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ases na manga

Uma oficina de duas horas para provocar uma reflexão sobre a sua (talvez eventual) personagem drag e conseguir enxergar os vários lados dela mapeando suas referencias dentro do formato de um baralho personalidado.

Às vezes a nossa drag nasce pronta em alguns aspectos - seja a cor do cabelo, contorno da boca, estilo de roupa ou senso de humor - mas também acabamos deixando outras coisas rolar ao decorrer das nossas próprias dragventuras. Este experimento nos ajudará a fazer um check-up 360 da nossa trajetória atual e repensar por onde vamos investir energia e se gostariamos de talvez ajustar este percurso.

Vamos identifcar em pequenos grupos varios ingredientes para uma boa drag queen, identificar e registrar nossas próprias inspirações/referências quanto aos ingredientes chaves para hackear um baralho e jogar com o mesmo para deixar a dinamica dos jogos nos apresentar conexões, talvez inesperadas tanto entre as cartas em nossa mão quanto nas dos outros.

Espera-se que este processo levará os participantes a descobrir uma consciência maior da sua propria drag e, talvez, afirmação sobre as dragtividades que vem desenvolvendo ou ideias de novas para explorar e elaborar.

 
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totally addicted to drag

Se considerarmos drag uma droga, como se classificaria seu uso?
Experimentador? Habitual? Dependente?

O mundo drag às vezes nos absorve de forma pouco consciente de forma muito rápida. Novos amigos, novos espaços, novas festas, bebidas, substancias, romances. Esta #draglab serve então para diagnosticarmos o nosso uso de drag e refletir o que fazer com esta consciencia.

 
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flipping the script

Quando Joss Whedon criou Buffy The Vampire Slayer nos anos 90, ele decidiu se apropriar da imagem da donzela em apuros, desamparada contra qualquer ameaça. 

O seu roteiro deliberadamente inverteu essa imagem para criar um ícone inspirador da cultura pop que contradiz o pensamento popular (e machista) que uma mulher jovem, linda e pequenina não possa ser forte, inteligente e heroíca.

A decisão de se montar nos oferece uma oportunidade similar: 
de rasgar o roteiro pre-definido para nós (seja pelos pais, professores, politicos ou qualquer outra) e reescrever nossa história.

Nessa #draglab vamos trocar ideias sobre as várias narrativas disponibilizadas para nos numa sociedade hetero/normativa e brincar de reinventá-las a nosso gosto.

 
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make your monster grow

Ao longo dos anos 90, a Rita Repulsa, grande vilã dos Mighty Morphin’ Power Rangers, vinha criando monstros de cada genero para acabar com os adolescentes mais coloridos de sempre.

Aqui vamos alavancar a metafora: minha drag, meu monstro. Assim sendo, vamos considerar o que provocou a criação do nosso monstro da forma que foi esculpido e qual a função que esperarmos ele executar - seja matar power rangers ou não.

Na segunda parte desse encontro, aplicaremos essas reflexões para identificar metas/objetivos reais para dar foco em nossas dragventuras e reavaliar como tirar melhor proveito das mesmas.

 
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gremlins & heteronyms

“Gremlins” nos ensinou a nunca jogar água num monstro, nem que seja fofo. Dentro da comunidade drag, se respeita a mesma prática, já que às vezes drags se multiplicam e pipocam da mesma forma. (http://www.wikiwand.com/pt/Gremlins)

Cada nova drag queen corre para desenvolver seu estilo, seu make, seu humor, sua marca. Porém, às vezes a urgência de se tornar reconhecível, acaba limitando a experimentação e seu desenvolvimento a longo prazo.

Fernando Pessoa foi um poeta português que criava várias personagens, designadas ‘heterônimos’, cada uma com sua obra própria e distintas no seu estilo e conteúdo: http://www.wikiwand.com/pt/Fernando_Pessoa

Nessa #draglab, vamos jogar água umas nas outras e parar para pensar que além de só uma personagem montada/desmontada, podem surgir várias outras, conforme a gente quiser. Vamos nos permitir explorar essas oportunidades, considerando quantas outras drags temos por dentro para botar fora… na luz da boate ou onde for.